volta.

dezembro 5, 2010

F: eu adoro suas mãos sabia?
P: é, e o que elas tem de demais?
F: as suas são lindas.. o formato dos dedos, a textura, o desenho das unhas
P: mão é tudo igual, não é não?
F: não! claro que não, sabia que dá pra saber como o homem é na cama só de olhar para as mãos dele?
P: tu tá de sacanagem..
F: não tô não, inclusive eu acho que eu escolhi você pela forma que você pegava o seu copo de pepsi ou então como colocava as mãos sobre a mesa
P: não acredito que a parte do meu corpo que tu mais gosta sejam minhas mãos
F: eu não disse isso.. eu disse que foi a parte que me chamou atenção mas você tem um monte de coisas que eu gosto
P: é, tipo o que?
F: tipo.. suas orelhas
P: ce tá de sacanagem comigo
F: não, eu não to.. eu adoro o formato delas, adoro.. adoro o desenho das suas sombrancelhas, seu nariz, a grossura do seu pescoço e essa veia que aparece aqui quando você franzi a testa
P: tu esqueceu do meu cotovelo.. ah, fala sério..
F: eu tô falando.. tá bom, o que você gosta em você?
P: sei lá.. eu sempre tive o maior orgulho dos meus olhos, da minha boca, do meu abdome..
F: hum.. eu também gosto disso, mas o que que eu posso fazer se essa sua orelhinha é uma loucura
P: orelhiiinha? hahhaha
F: ta bom, o que voce gosta em mim?
P: essa é fácil.. seios, e bunda, e pernas..  só não me pede pra dar uma ordem de preferencia
F: vem cá, nao dava pra ser mais original nao?
P: gatinha com uns seios iguais aos seus seriam um desperdicio se eu fosse original
F: já vi.. pra você mulher é tudo igual faca e academia qualquer uma fica assim..
P: voce é mulher de faca e academia?
F: não.. um pouco de academia, o resto é tudo meu mesmo
P: isso faz toda a diferença
F: mesmo assim eu não gostei..
P: tá certo.. é claro que nada disso seria suficiente se não fosse seus olhos, pela sua boca que são lindos, também adoro essas marquinhas que o seu queixo faz quando tu quer fazer essa cara de braba, e o modo como o seu olho treme quando tu fica emocionada, acho uma graça quando tu franzi a testa assim quando vai brigar comigo, e o seu olhar envergonhado quando te faço elogios como agora.. mas acima de tudo, eu adoro os seus seios. hahahahha
F: eu não vou deixar voce ir embora mais daqui
P: sabe aquele montão de coisas que tu falou que queria fazer?
F: sei!
P: a gente vai fazer TODAS.

volta.

ninguém muda por ninguém.

novembro 22, 2010

* Eles dizem “O poder nas suas mãos”. Ninguém muda ninguém. Cada um é responsável por seu próprio destino. Menos solidário, mais egoísta. “Farinha pouca, meu pirão primeiro” dizia no livro de história da sétima ou oitava série. Algumas coisas nunca vão mudar. E não se trata de passar tempo ou não. É tudo questão de medo. Insegurança. Querer ser mais, querer ser menos. Ser menos, parecer mais. Querer parecer. Sartre queria acreditar que se trata de projeto. Você é o projeto do que quer ser. E vai ser sempre o projeto. A realidade nunca alcançada. Quando achar que chegou está vivendo mentira. Ego dominando .Onde vai parar? Vai parar? Consciência. Não-consciência. O próximo, o outro, a função toda. O pensar no todo, o não-pensar. A atitude automática e sistemática de auto-preservação. E você se torna um bosta. Igual a seis bilhões de bostas. Você se sente superior? Mesmo? Aqui uma novidade: Não é. Simples? Não é. É só repetir. E quando se sente assim, por cima da parada toda, é por que na verdade está sozinho: ninguém quer mesmo saber de ti, por que estão muito ocupados, assim como você, seguindo o mesmo caminho, olhando pro próprio cú achando que daquele lugar vai sair alguma coisa além de bosta.

* Um grande lixo né?
Quando TU vai passar a contribuir pro lado oposto?
Quando vai querer o bem pelo bem? Quando vai deixar de tacanhice?
“O PODER NAS SUAS MÃOS!” e não meu irmão, isso não quer dizer que existam pessoas abaixo de você.

* não posso mudar por ti. mas eu posso transformar o meio.

O tempo passou, porque ele tem que passar. E você ainda estava lá.

outubro 25, 2010

Te conheci sem querer.
Não porque não queria, era porque você tava lá, e era aonde eu queria estar.
Era muita gente, mas poucos objetivos. Creio que os nossos eram iguais, que estávamos lá pela mesma razão.
E foi assim que eu te conheci. Você já ria de mim sem me conhecer, me achava merecedor dos teus ouvidos sem saber de onde eu vinha. Por vezes nos trombamos, pedimos desculpas. Seu sorriso tímido, e tão sincero, que te fechava os olhos.
Mas foi só isso – fomos embora.

— O tempo passou, porque ele tem que passar. E você ainda estava lá. Não no mesmo lugar, mas ainda estava lá, presente, e eu fui embora e esqueci de te levar junto. Eu nem me importava.
Mas você sim.

— Aqui estamos. Não é do jeito que a gente quer, as paredes não foram pintadas com as cores que eu gosto. Mas você é tudo que eu gosto. O lugar que você está é aonde eu me sinto bem – uma vez te disse.
Eu não mentia. Mas eu nunca estava lá.

— Deixamos ruir. Quisemos tudo do nosso jeito, ou não quisemos nada. Abrimos as portas, deixamos que entrassem e penetrassem em todos os cantos, e não ligamos quando um ou outro destruia parte do nosso lar.
Já não éramos nós.

— Pusemos um fim. Eu parti – você ficou. Pediu que eu voltasse, e até deixou a porta aberta às vezes. Sempre quis acreditar que só eu era bem-vindo, mas nunca estávamos sós.
Nunca éramos nós.

— E você o fez. Te dei o refrão, você o seguiu. Seguiu em frente também, como ele te disse. Perguntam de você, perguntam porque te deixei ir. Mas eu nunca te tive.
Pensei que tivesse seguido também. Não com você. Apenas seguido. Mas eu infelizmente continuo no mesmo lugar.

— Somos dois ponteiros de relógio. Por vezes nos encontramos, mas nunca indicamos a mesma coisa.

pra lembrar..

entenda..

outubro 25, 2010

Todos as pessoas que eu conheço já me machucaram.
Eu perdoei, dei uma segunda chance.
Mas é algo irreversível, algo que nunca será como antes. E mesmo assim elas conseguem inventar formas piores de me machucar. Como uma grande disputa de sangue e dor. Só sei que cansei de tanto egoísmo assim. Não aceito sofrimento, muito menos de graça. E fodam-se se não fui bom o bastante e se não me querem ver erguendo a cabeça e deixando tudo pra trás. Eu não tenho culpa se eu consigo passar por cima de tudo isso e ser feliz.
E pouco a pouco eu retiro essas pessoas dos pedestais e dos lugares mais especiais que as guardei, pra poder dar espaço à outras. São promessas incertas, sem garantia de que vai ser diferente dessa vez… Mas mesmo assim, não será igual ao que aconteceu. E pouco a pouco isso se cicatriza, e esses espaços são totalmente ocupados por pessoas que valem a pena, de verdade.

Porque, diferente dos outros, eu não cometo o mesmo erro duas vezes.

Indiferentes

outubro 25, 2010

— Sempre fui uma daquelas pessoas que tentam ser boas em cada oportunidade que aparece. Sabe, buscando alguma paz interior.
Aqueles tipos que aceitam alguns absurdos só por educação, só pra dizer que no final alguns desses sacrifícios vão trazer recompensas.
Mas eu já suportei o peso do mundo por muito tempo, e eu acho que não preciso mais disso. Por vezes deixei de fazer o que eu queria, de falar que não era bem assim que eu esperava, só pra não decepcionar ninguém. Mas sempre me decepcionava. Era egoísta, comigo mesmo.
Mas tudo bem, foi só uma fase. Não sou tão bobo assim, não nos dias de hoje. Não digo que vou fazer uma revolução contra o cosmo toda vez que algo me incomodar… Só digo que nada vai me incomodar, simplesmente. Nada.
A indiferença é uma grande dádiva que alguém muito inteligente deixou por aí, pra que a descobrissem e fizessem bom uso dela. Não é tão produtiva como o petróleo e o fogo, e não vai te trazer dinheiro. Mas é um grande remédio contra tudo que vem contra a você. Qualquer mal dá meia volta quando vê que a pessoa que ele quer atingir é uma pessoa indiferente. É quase como ser assexuado, só que num modo geral. Você não vai sofrer pelo que não te faz bem. Só pelo que não te faz bem, deixo claro. É importante saber deixá-la de lado quando as coisas boas vierem à você.
Os indiferentes são pessoas inteligentes. Alguns só conseguem ser quando fazem muito esforço, outros são natos no assunto. Mas de qualquer forma, sentem as dores e os sentimentos bons do mesmo jeito. Só não se deixam abalar tanto assim por eles. Por vezes até os sentimentos bons não os trazem muita diferença. Bem, essa é uma parte ruim, mas eles também não vão se decepcionar tanto assim, quando esse sentimento bom resolver partir.
O indiferentes tem coração, também.
Mas seu coração é um quarto vazio. Cabe todos os tipos de sentimentos, mas sempre está vazio. E é aí que eu fico em dúvida… Não sei se isso é bom ou não.
Só sei que nada vai nos machucar, quando a única coisa que nos fará diferença será aquilo que nos faz bem.

— Sou daqueles que não pedem nada, mas no fundo querem levar tudo pra casa. Daqueles que pedem pra esquecer mas no fundo querem te fazer lembrar.

— Depois de tudo que eu passei, eu acho que mereço um pouco de paz.

I

outubro 25, 2010

– Se o Sérgio Chapelin entrar por uma porta, eu saio por outra.

Agora entendo melhor o que ela queria dizer com aquilo. À medida que o tempo passa, vamos nos adaptando a novas realidades e percebendo o real valor de tudo que um dia nos foi dito. Até as coisas mais absurdas apresentam algum significado com o passar do tempo. O tempo dá condições para que possamos compreender, nos dá distância para que possamos enxergar o que de perto é quase sempre, invisível.
A pepsi ficou meio sem gás. Lá fora não há mais um pingo de luz e eu certamente nao terei sono depois desse copo de pepsi. É bom sentar aqui na varanda e olhar para o passado que desfila nos cantos deste condomínio. Quanto ao futuro, sei que alguma coisa me pertuba e sei também que não é o momento de me preocupar-me com ele. O importante é permancer aqui, na paz do meu retiro, e quem sabe reencontrar a Squill. Relembrar as brincadeiras e, principalmente, as minhas aventuras com aquela turma que, em muitos momentos, era tudo o que eu tinha..

Quando o ídolo vira fã

outubro 2, 2010

Eu era um cara que ouvia apenas heavy metal e, fui em um show da Cidadão Quem em Rio Grande. [Atônito] Pensei ‘que isso, cara… os caras são demais’. Depois daquele show, dormi 19 horas e quando acordei disse ‘eu quero ser o Duca Leindecker. Tudo o que eu vi ontem foi a coisa mais preciosa da minha vida!’. Lembro que fui numa locadora, aluguei os dois CDs, gravei numa  e ficava o dia inteiro ouvindo.

Quando fui pro Planeta Atlântida, viajei 12 horas de ônibus, passei o dia inteiro na fila e pra mim, quando o show começou eram os Beatles na minha frente. Eu nem acreditava no que estava vendo. Eu lembro de cantar tudo, com uma camiseta, alucinado e de repente… o Duca apontou pra mim!!

Meu ídolo, velho!!! No final show o ( baterista subtituto da Cidadão Quem) atirou uma baqueta e quem pegou fui eu. Algo que tenho, guardo e gostaria de ser enterrado com ela. Escondi a baqueta em baixo da camiseta porque pensei que iriam me matar a pau pra ter aquela baqueta. [risos].

Quando cheguei, no estande que vendia a Revista Atlântida (publicação que naquele número trazia a banda na capa e um CD encartado) eu vi uma camiseta da banda que eu queria. A menina da rádio, que não sei quem é, mas Deus salve essa guria, quando eu disse que era de Camaquã, me pegou pela mão e me colocou na porta do camarim, mas eu não pude entrar. De repente, veio o Duca com um monte de camisetas, autógrafos, me abraçando… e em seguida o Alemão[Luciano Leindecker]

– Cara, tu cantou todo o show… – disse o Duca.
*atônito*
– A gente vai dar uma sessão de autógrafos. Vem comigo…

“Me diz, como que um ídolo chega para um fã e diz ‘vem comigo’, assim. Não pode fazer isso. Pode matar uma pessoa do coração. Lá pelas tantas o Alemão falou:

– Toma meu telefone.
Eu só pensei.. “como assim?”
– Quando tu for a Porto Alegre nos liga.

“Pensei… ‘tá tudo errado, isso… não pode ser’. Dois dias depois, o Alemão me ligou:

– E ai, Phellipe. Tu ainda está em Porto Alegre?
– Sim, sim.. [*atônito*]
– Pode levar um material nosso pra Curitiba?

Na minha cabeça, eu já era um divulgador da Cidadão.No meu mundo onde o Duca ia do estúdio até a casa dele de helicóptero e o Cau andava de Ferrari, eu era um cara que ele sabia meu nome… Achava que no escritório da banda, na Tasso Fragoso, haviam seguranças de metralhadora na frente [risos].

Quando voltei para Porto Alegre  eu passava todos os dias com o Duca. Ele me convidava e eu ia. Enquanto ele trabalhava eu ficava assistindo a vídeos antigos da banda. À tarde o Alemão chegava e dizia ‘vamos fazer um som lá no fundo’ e eu tocava com ele. Todos me tratavam tri bem. Eu tocava com eles, os via saltar de paraquedas. Daí, eu lembrei que o Cau morreu assim. Do nada. E o caralho… e o Cau morreu. E tudo mudou

“De repente, eu conheço o meu ídolo, o cara mais foda que eu conheci… porra… os caras me tratava tão bem.. com tanto respeito… lembro dos guris na piscina do meu prédio e tocando e…ai, cara… eu era tão fã que eles me tratavam com respeito enorme. Embora eu tenha 14 anos, quando eu tenho que falar com ele (Duca), me torno num menino de 9. Já toquei com todo mundo, mas quando eu chego perto do Duca… é o mestre. Eu meço as palavras antes de falar qualquer coisa. Mas ao mesmo tempo, o Duca é um cara muito simples. O problema é que ele é uma referência muito forte, a importância dele é comparada ao respeito de pai e mãe. Os caras me respeitam até hoje.. eu levava os caras tão a serio que eu acho que não incomodava.”

Eu fui lá, na frente cantando do primeiro show sem o Cau,  pra dizer que os fãs estavam lá. E é uma camisa que eu visto até hoje. Enquanto todo mundo me via como ‘o cara da Bandinha’, eu estava nem ai.  [extremamente irritado] Daí vem alguém e me diz…’cara, me parece que ele já era fã da banda’! Se eu fosse velho diria ‘me respeitem. Sou da época do finado Cau’.

– Quando eu tocava apenas em Porto Alegre, ninguém me dizia que eu tocava pra caralho, exceto o Duca (Leindecker, Cidadão Quem. Por isso, coloquei os pés no chão. Tinha uma galera que me dizia que eu tocava muito que era o Ralf, o Duca.. tinha meus amigos, meus colegas que tocavam comigo..

vai lá!

setembro 24, 2010

Teu esforço na luta pra deixar de ser assunto restrito a rodinhas de conversa entre músicos prosperou.

Uma mentira deslavada aqui, um exagero acolá, uma audiência parcialmente analfabeta funcional e… PRONTO! Um factóide venenoso pra bombar os acessos! WOO HOO. Publicidade pura e aplicada para uns, ESCROTICE MENTIROSA E INACREDITÁVEL pra mim. Nem o Fluminense dos anos 90 se rebaixou tanto. Daonde veio tanta mentira? Só pode ser dauquele enorme calo no teu calcanhar onde está escrito ‘O Phellipe nunca teve nada sério contigo’.

Nunca mesmo. Saltei do BARQUINHO tão logo saquei qual era a tua real intenção. E, ei, vocês não eram mais amigas! Que melhores amigas são essas que ficam mais de seis meses sem se falar? Mas pra quê dizer isso, e perder a torcida de meia dúzia de fãs de banda? Monta uma ‘verdade’ mais bonita, então. Pinta o quadro que elas querem olhar. Mas eu tô rasgando ele aqui.

Surpreendeu, mesmo vindo de ti. Vai lá Flávia, ou Flu.. como preferir!

Mas vim aqui mesmo é pra dar os parabéns! Conseguiste tudo que precisavas. Só falta mesmo mais uma foto de biquíni e sorriso, igualzinha a todas aquelas outras, muitíssimo bem editada, daquelas que sintetizam todo um jeito peculiar de se viver uma vida completa. SINIIISHTRO, CÁÁRA!

Ops… eu escrevi completa? Nem tanto.

Coitado do teu magrão. No lugar dele, te cagava-lhe a pau. Duas vezes, pra deixar de ser LÓQUE.

Tá caro me esquecer, MESMO. Mas nada que mais um bazar solidário não resolva.

E, quanto à fofoqueira, só tenho uma coisa a dizer: FALTA DE CHONGA.

Mas, vai, Mathew, fala por mim, que eu não agüento mais:

“DURING THE STRUGGLE
THEY WILL PUT US DOWN
BUT PLEASE LET’S NOT LOSE THIS CHANCE TO TURN THINGS AROUND
BECAUSE TONIGHT WE CAN TRULY SAY
TOGETHER WE’RE IN-VIN-CI-BLE”.

Putz.

setembro 24, 2010

* O Ivan era do tipo do cara que tinha que ser canonizado. A gente pisou em Sâo Paulo pela primeira vez em meados de 2008, para 2 shows, que na verdade acabaram sendo 1 e meio. O ‘contratante’ jamais apareceu, a gente se virou, atravessou a cidade sem nunca ter andado de metrô, com instrumentos, e o escambau. 4 bangus de apartamento perdidos naquele entreveiro de minhocas de metal.

* Não tinha onde dormir. Dormimos numa construção, somente porque o Gui teve a sorte de conhecer uma mina que nos descolou aquele cantinho empoeirado. Ás 6 da manhã, fomos enxotados da baia pela mãe da moça. Novamente perdidos, rumamos para uma Verdurada no metrô jabaquara. Mendigamos um espaço e o organizador permitiu que abríssemos aquela tarde de shows, tocando para meia dúzia de pessoas umas 5 ou 6 músicas, naquele dia que ainda teria Noção de Nada.

* Foi lá que eu conheci o Ivan. Era um fã. Sim, um fã em 2008. Eram pouquíssimos, raros. Ele soube do nosso sufoco e nos ofereceu sua casa. E era longe, a porra. E era pequena, menor que o meu quarto. Mas ele abrigou nós quatro, deu comida, mostrou um DVD importado do Dashboard. O dia seguinte era de show em Caçapava. Não teve show. Fugimos de ladrões, demos calote na van, estávamos falidos. O Ivan nos pagou um lanche no Bob’s.

* Sempre que pude, mantive contato com ele. Pouco, mas mantive. Vez que outra ele pintava num show nosso, sempre orgulhoso de nos ter salvado a vida, e era sempre devidamente ovacionado por nós.

* Naquele mesmo dia, eu lembro de demorar mais de 12 horas para perceber que ele não tinha uma perna. Porra, ele corria, dançava, até cantava numa banda, porra. Só fomos descobrir quando ele entrou pela porta dianteira do ônibus. Ao ser perguntado, ele foi direto: “eu não tenho uma perna”. Aquilo me pegou de revesgueio, como uma bifa no lado da cara, pra deixar de ser lóque. Ele não tava nem aí. Nem um pouco aqui.

* Ivan, tua passagem por aqui foi uma história de luta, de bondade, e de amizade sem limites, sem tamanho, sem preço, sem volta. Faz brilhar uma estrela, dá umas barbadas pra gente, canta umas pedras, porque tá todo mundo fudido aqui embaixo, sem saber o que fazer. Agora ainda mais, sem a certeza da tua presença, em algum lugar dessa cidade poluída. Muita gente te ama, e fica aqui tentando ser tão foda quanto tu foi. Tu é.

* Deve ser fantástico, o teu novo mundo, Bob. Aproveita.

o que queriam saber.

setembro 20, 2010

Durante todo o final de semana Phellipe tratou Amanda com todo carinho e atenção. Não deu a mínima para o desentendimento entre Amanda e Lucas, passou o tempo todo ao lado dela cercando-a de carinhos e atenção. Pouco falou ou se dirigiu ao amigo. Não se desgrudou um minuto sequer da Amanda depois que atendeu o telefone, Amanda ficou completamente transtornada e Phellipe continuou a seu lado apoiando e dando mais carinho ainda pois percebeu o quanto ela estava fragilizada. A festa de sexta foi tudo de bom, ele romântico e ela toda amorosa. Phellipe vai dormir após a festa, Amanda fica acordada e começa um papo com Aline e Lucas na madrugada enquanto Phellipe dormia. Aline fala da possibilidade de Phellipe estar sendo visto como um vilão e Amanda vai dormir grilada.

Na manhã de sábado, Phellipe acorda e todo amoroso vai dar um abraço de bom dia na Amanda. Amanda repele e não deixa que ele encoste um dedo sequer nela. Aí começa o problema. O sábado  inteiro foi um inferno, Amanda chateada, preocupada com o telefone e Phellipe atento, tomando conta, cercando, tentando chegar perto. Sentados na espreguiçadeira do jardim do hotel eles conversam e Phellipe pergunta se ela quer um beijo e um abraço, ela diz que não. Ele retruca que quando ela quiser que peça que ele está esperando por ela. À noitinha, ela se dá conta de que não deu atenção ao Palito um pouco mais tarde pede desculpas ao Phellipe que responde todo romântico que tudo bem que ele durante o dia tinha usado a cota de beijinhos da Brenda que ele trazia guardada no bolso. Tudo parecia bem.
Quando ela recebe outro telefone, Amanda descobre que todo seu pavor foi em vão. Que não havia nada de ruim. Não sei que mecanismos ocorrem na cabeça da Amanda, mas ela começa a alfinetar Phellipe, faz pouco dele na frente dos amigos, debocha da conversa que eles tiveram no jardim. Phe se aborrece e perde a paciência e fala algumas bobagens, nada que ele já não tenha falado antes em tom de brincadeira, mas que ontem acabaram tomando outra proporção diante de seu imenso aborrecimento.  Amanda, como sempre, se dá conta de que ultrapassou o limite e corre atrás para reverter a situação, mas encontra um Phellipe resistente e ferido. Ela insiste numa reconciliação sob os olhares atentos de Lucas e Aline no quarto. Amanda quer mostrar o poder que tem sobre ele para os amigos, Phellipe continua resistindo, mas cede um pouquinho.

Mais tarde vão dormir e ela pergunta se ele está zangado, Phellipe responde – Zangado não, decepcionado e triste. Phellipe pega no sono e Amanda não conseguindo dormir vai ao quarto ao lado conversar com Aline. Elas conversam até cinco horas da manhã. Amanda retorna para cama e abraça Phellipe que corresponde com carinhos e beijos sonolentos. Hoje pela manhã eles acordam cheios de amor para dar um ao outro tanto que nem assistem aos clipes na sala junto com a gente,  ficam de frescura. Enfim esta é a linha de acontecimentos que levaram aos desentendimentos e às declarações do Phellipe

Apenas Phellipe e Aline podem resolver este assunto. Ele será resolvido ainda na Argentina ou depois que eles sairem e conversarem, Phellipe não é santo, mas toda vez que Amanda se aborrece e apronta é ele quem paga o preço,  é ele quem passa pelo duro e insensível. Enfim… ô coisa complicada.

Gui.